Dentro da família dos metais, todos temos uma função, e dentro do “low brass” também.

Whindersson Nunes fala sobre depressão em meio a polêmica com ...Imagine que você está doente, muito mesmo, precisando ser operado com urgência. Então, você chega no hospital e quem vai te operar é o Whindersson Nunes! Você vai achar estranho e não vai querer ser operado. Provavelmente vai encontrar forças pra sair correndo.

Qual a chance disso acontecer? Praticamente zero, pois ele sabe que não é médico e que ali não é o lugar dele, mesmo sabendo que se ele operar e der certo, vai conseguir muitos elogios e glórias.

Então, por que na música nós tentamos atropelar os outros, tocando mais forte ou mais agudo? Nós precisamos saber qual é a nossa função dentro da banda, para que a banda fique melhor, não para aparecermos mais que o outro.

Conheça seu lugar no grupo

Dentro de um grupo de metais, o líder é o trompete. Sim, o TROMPETE!!! Isso deve ser respeitado. É com ele que estará a maioria das melodias, e com isso, a principal função dentro do grupo. O primeiro trompete é como o “Spalla” da orquestra.

A função do “Low Brass” dentro da música é a de reforçar trechos tensos, dar base para os trechos leves, e às vezes, executar uma melodia.

Nos trechos de maior tensão, o “Low Brass” é responsável por dar mais emoção e dramaticidade ao momento. Pense que você está assistindo a um filme de terror sozinho, e sua casa está em silêncio e escura. Aconteceu um barulho e você vai ver o que é. Então, no meio do corredor, alguém coloca a mão no seu ombro. Isso é um verdadeiro clima de tensão!

Também existem os momentos mais suaves, em que o “Low Brass” vai funcionar como base para quem estiver fazendo a melodia. Por exemplo, na música Persis Overture, do compositor James L. Hosay, temos um grande trecho lento, onde a melodia vai passeando pelos instrumentos. Neste momento, a função do “Low Brass” é a de dar sustentação para a melodia, acompanhando seu fraseado, seu movimento, suas intenções, e principalmente deixando o solista aparecer. Mesmo nos trechos mais fortes, é preciso ouvir a melodia.

A Composição do “Low Brass

Além da função do “Low Brass” dentro da banda, também existe a função de cada naipe. Vamos sempre pegar o exemplo do “Low Brass” tradicional de orquestra, 2 trombones tenores, 1 trombone baixo e 1 tuba.

A tuba é a base de tudo. É o instrumento que na maioria das vezes estará com a tônica do acorde, é o que vai dar a referência de afinação, é o instrumento que deve abraçar o grupo como um todo. Todo bom “Low Brass” tem um bom naipe de tubas.

O trombone baixo, é o instrumento que vai fazer a ligação entre o naipe de tubas e o de trombones. Ora vai tocar com um, ora com outro. Além disso, é o trombone baixo que faz a junção dos timbres entre os dois naipes, o trombone tem um som mais brilhante, enquanto a tuba tem um som mais aveludado. O trombone baixo faz esta fusão entre os dois sons.

O Segundo trombone tem a missão de equilibrar o naipe. O som mais agudo aparece naturalmente, o som mais grave aparece por estar tocando a nota principal do acorde. O segundo trombone é o que na maioria das vezes vai estar com a terça, se ele aparecer mais que os outros, o acorde não soa bem. Além daquela função de afinação da terça, já citada na outra coluna, também tem aqueles trechos em que o segundo trombone faz a abertura de voz das melodias. É como a segunda voz nas duplas sertanejas, tem que equilibrar, não pode aparecer mais que a primeira.

O primeiro trombone é o líder do “Low Brass“, o que toca as notas mais agudas, o que toca a melodia quando aparece, o que deve ter a precisão nas entradas. O primeiro trombone deve dar segurança ao naipe, tocando com firmeza, contando pausas e até dando entradas para o naipe. Como a função do “Low Brass” é a de sustentação, o Maestro dará a maioria das entradas para quem está fazendo a melodia. O primeiro trombone deve estar atento para que o seu naipe entre no momento exato e com segurança.

Claro que cada um deve contar suas pausas, cada um deve tocar afinado e ter precisão. Mas se você souber exercer a sua função dentro do grupo, tudo vai ficar mais fácil, fazendo com que o grupo soe melhor. A ideia é que, como em um time de futebol, o goleiro não precise ir fazer um gol.

Para ilustrar o tudo o que falei, os vídeos de hoje são:

Persis Overture, James L. Hosay:

 

William Tell Overture, de Rossini, encontre o momento de tensão!

Sinfonia n°8 de Bruckner, com a Filarmônica de Berlim sob a regência de Zubin Mehta.  Aqui está só um trecho legal para o “Low Brass”, mas escute toda a obra, vale muito a pena!

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